Do Direito ao café: Gabriela Tomé transforma tradição familiar em negócio
Advogada e empreendedora transforma a história da família produtora de café em uma marca com foco em origem, qualidade e conexão com o consumidor
Por Jota Roberto
8/26/20262 min read


Aos 33 anos, Gabriela Tomé construiu uma trajetória que une duas histórias: o Direito e o café. Filha e neta de produtores, cresceu cercada pelas lembranças da vida no campo, mas foi somente aos 29 anos que percebeu que aquela herança familiar poderia se transformar em negócio.
Formada em Direito e com três pós-graduações, Gabriela atuou na advocacia até se aproximar novamente do café durante a pandemia. Em Cristina, no Sul de Minas Gerais, passou a acompanhar de perto todas as etapas da produção, do cultivo à torra e ao preparo.
Em 2022, fotografias do cafezal da família despertaram o interesse de amigas, que perguntaram se poderiam comprar o café produzido ali. Com R$ 400, Gabriela comprou dez pacotes de 500 gramas, criou uma etiqueta no Canva e lançou a Família Tomé Cafés. Os produtos foram vendidos em apenas uma semana.
O que começou como renda complementar ganhou novos contornos quando Gabriela percebeu a distância entre o consumidor urbano e a origem do café. Vieram cursos de barista, estudos sobre produção, torra e preparo, além de conhecimentos em gestão, vendas, marketing e posicionamento.
O networking também foi decisivo para que enxergasse o café não apenas como produto, mas como uma experiência capaz de conectar consumidor, origem e história familiar.
Hoje, a Família Tomé Cafés leva os cafés produzidos em Cristina para diferentes regiões do Brasil e amplia sua atuação no mercado B2B, atendendo cafeterias, restaurantes, empórios, clínicas e empresas.
Dez pacotes e R$ 400 deram início ao negócio. O projeto agora cresce mantendo como principal diferencial aquilo que sempre esteve presente na família: a origem, a tradição e a história por trás de cada grão.
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Por Jota Roberto




